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15 de junho de 2011

INCONSTÂNCIA


Há dias em que não consigo acordar cedo,
Há dias em que confundo sonho e realidade,
Há dias em que não consigo me olhar no espelho...
Há dias em que não encontro a realidade!

As vezes confundo olhares com desejo,
Crio histórias impossíveis.
Sempre que ti olho entro em desespero,
E você me torna invisível...

Nas noites eu vivo,
Nas tardes eu morro!
Eu canto sozinho,
Te pesso socorro.

No silêncio da noite escrevo,
Falo um pouco de mim,
Com poemas me descrevo,
Nas madrugadas sem fim.

18 de novembro de 2010

MADRUGADA

Pudera eu naquela noite apenas ter dormido.
Pouparia solidão,
As palavras não seriam todas em vão.

Soubera eu que no fim eu acabaria aqui.
Assim...
Talvez se eu apenas tivesse dormido não tivera esse fim.

Naquele tempo pudera eu saber,
Que apenas no escuro eu não poderia viver.
Soubera eu que com noites não teria dias,
Eu dormiria...
Sairia do meu mundo de fantasias.

Mas quando me dei conta já era muito tarde,
Não existia ninguém mais que me acordasse.
Viverá eu todos os pesadelos da vida,
Sem calor, aquela era a noite mais fria.

Quisera eu dormir...
Essa hora poderia sorrir,
Não teria aquele último pesadelo de melancolia,
Mostrando-me que eu não mais viveria.